Como um programa de membros se diferencia de uma assinatura?

Em um modelo de assinatura, os membros do público pagam pelo acesso a um produto ou serviço. Esta é uma relação de transação comercial, na qual o acesso ao conteúdo é aquilo que é monetizado. Este modelo normalmente exige pagamentos em troca de algum tipo de acesso. A assinatura pode ganhar escala muito mais rapidamente do que um modelo de membros, porque não exige envolvimento ou um relacionamento mais profundo com os leitores. O que a assinatura exige é um jornalismo excepcionalmente consistente, de alta qualidade e altamente diferenciado — e uma boa experiência para os usuários.

Para publicações com um forte público institucional, em setores específicos ou que oferecem conteúdo que proporciona grandes benefícios profissionais, o modelo de assinaturas pode funcionar bem. Publicações como The New York Times, The Wall Street Journal, The Financial Times, The Ken e The Information já provaram isso. O sucesso do The Athletic indica que uma base ardorosa de fãs também pode sustentar um modelo baseado em assinaturas.

Em 2017, o fundador do Stratechery, Ben Thompson, explicou por que escolheu a assinatura para a sua publicação. Sua declaração continua a ser uma das explicações mais claras até o momento de qual é o valor por trás de um modelo de assinaturas. Ele escreveu: “Antes de tudo, não estou pedindo uma doação: peço a um cliente que pague por um produto. Qual é, então, o produto? Na verdade, não se trata de um artigo qualquer… Em vez disso, um assinante está pagando para receber, com regularidade, um valor bem definido.”

A The Ken, uma startup de jornalismo de negócios e tecnologia fundada em Bangalore em agosto de 2016, lançou um modelo de assinaturas em outubro de 2016. O chefe de produtos Praveen Krishnan disse que alguns fatores fizeram o veículo optar por esse caminho.

  • Eles estavam comprometidos com um jornalismo de nicho altamente especializado, e sentiam que isto seria forte o suficiente por si só, de forma que não precisariam oferecer benefícios adicionais ou mais participação para os assinantes valorizarem o seu produto.
  • Eles não estavam tentando alcançar a todos, e esperavam que seus futuros leitores fossem pessoas que pudessem pagar por uma assinatura, vendo utilidade profissional no jornalismo oferecido.
  • O profundo conhecimento da equipe permitiu-lhes facilmente fornecer o profundo nível de análise que tornava o seu trabalho diferenciado.

Desde então, eles lançaram uma versão no Sudeste Asiático, também baseada em assinaturas. Você pode ler mais sobre a jornada deles aqui.